quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um passeio virtual pelas vinícolas chilenas

A palestra da arquiteta Léia Bruscato realizada no Solar do IAB na noite da última quarta-feira (30/05) permitiu um agradável passeio virtual pelo Vale Casa Blanca, na região de Valparaiso, no Chile. Para entrar no clima dos vinhedos, os convidados puderam degustar algumas especiarias daquele país, enquanto assistiam as lindas paisagens e ouviam as dicas da especialista.

A arquitetura do vinho no Chile pôde ser conferida por meio de fotos, projetos e depoimentos. Léia apresentou um repertório de construções que reflete a paixão não só pela produção agrícola, mas pela arquitetura, pela paisagem, materiais e espaço. “A cultura deles tem toda uma preocupação com o ambiente, as vinícolas são todas integradas com a natureza, privilegiando a vista da região”, explicou.
Para ela, a desigual geografia do Chile permitiu cultivos agrícolas excepcionais que brindam vinhos de qualidade internacional. “A maioria das construções são feitas com madeira, dos mais diversos tipos, o que torna os lugares muito aconchegantes”, informou Léia.

Confira algumas fotos do evento ( Fotos: Sabrina Ortácio):






Certidão De Acervo Técnico

Colegas arquitetos e urbanistas, o SAERGS obteve liminar na Justiça Federal determinando que o CREA-RS conceda certidões de acervo técnico em prazo máximo de 24h a contar do pedido. Para tanto, aconselha-se que o pedido de certidão de acervo técnico seja realizado com pedido formal (por escrito) e em duas vias, sendo que nelas deverão constar a data e horário de recebimento. Uma das vias deverá ficar com o profissional e a outra com o CREA-RS.

Também aconselha-se que seja impressa a decisão liminar para acompanhar as vias do requerimento de acervo técnico a ser protocolado no CREA-RS. A decisão liminar pode ser obtida aqui.
http://sindicators.siteprofissional.com/Portal/2012/05/25/acervo-tecnico-para-concurso-caixa-edital-19462012/

REPITA-SE: isso significa que, por força de decisão liminar, o CREA-RS deverá fornecer a certidão em prazo máximo de 24 horas a contar do protocolo do requerimento, o que possibilita a participação no edital da Caixa Econömica Federal. Caso o CREA-RS não entregue a certidão de acervo técnico dentro do prazo de 24h, aconselha-se que o arquiteto e urbanista entre em contato com o SAERGS. Para o edital da Caixa, serão aceitas ART conforme notícia abaixo.

ACERVO TÉCNICO PARA CONCURSO CAIXA EDITAL 1946/2012
Após manifestações do SAERGS em defesa dos interesses da categoria a CAIXA Econômica Federal encaminhou nesta sexta feira, dia 25 de maio de 2012, ofício ao Sindicato manifestando entendimento de que as cópias das ARTs com autenticação ou comprovação de pagamento, podem ser apresentadas em substituição ao Acervo Técnico para participação no Edital n° 1946/2012 para contratação de empresas.

O que motivou a solicitação de manifestação à CAIXA por parte do SAERGS foi o fato do sindicato ter recebido ao longo da semana diversas manifestações de Arquitetos e Urbanistas que não conseguiram junto ao CREA-RS seus Acervos Técnicos. Isto vinha inviabilizando a participação de empresas destes profissionais na concorrência, prejudicando sobremaneira a atuação profissional de Arquitetos e Urbanistas. Apesar de afirmações em contrário o CREA-RS ainda não transferiu para o CAU a documentação dos Acervos Técnicos.

O link para o oficio da CAIXA remetido ao SAERGS está aqui.

São Paulo vai morrer

Texto de João Whitaker. Publicado no Blog Correio da Cidadania em 26/05/12.

As cidades também morrem. Há meio século, o lema de São Paulo era “a cidade não pode parar”. Hoje, nosso slogan deveria ser “São Paulo não pode morrer”. Porém, parece que fazemos todo o possível para apressar uma morte anunciada. Pior, o que acontece em São Paulo tornou-se infelizmente um modelo de urbanismo que se reproduz país afora. A seguir esse padrão de urbanização, em médio prazo estaremos frente a um verdadeiro genocídio das cidades brasileiras.

Enquanto muitas cidades no mundo apostam no fim do automóvel, por seu impacto ambiental baseado no individualismo, e reinvestem no transporte público, mais racional e menos impactante, São Paulo continua a promover o privilégio exclusivo dos carros. Ao fazer novas faixas para engarrafar mais gente na Marginal Tietê, com um dinheiro que daria para dez quilômetros de metrô, beneficia os 30% que viajam de automóvel todo dia, enquanto os outros 70% se apertam em ônibus, trens e metrôs superlotados. Quando não optam por andar a pé ou de bicicleta, e freqüentemente demais morrem atropelados. Uma cidade não pode permitir isso, e nem que cerca de três motociclistas morram por dia porque ela não consegue gerenciar um sistema que recebe diariamente 800 novos carros.

Não tem como sobreviver uma cidade que gasta milhões em túneis e pontes, em muitos dos quais, pasmem, os ônibus são proibidos. E que faz desaparecer seus rios e suas árvores, devorados pelas avenidas expressas. Nenhuma economia no mundo pode pretender sobreviver deixando que a maioria de seus trabalhadores perca uma meia jornada por dia – além do duro dia de trabalho – amontoada nos precários meios de transporte. Mas em São Paulo tudo se pode, inclusive levar cerca de quatro horas na ida e volta ao trabalho, partindo-se da periferia, em horas de pico.

Uma cidade que permite o avanço sem freios do mercado imobiliário (agora, sabe-se, com a participação ativa de funcionários da própria prefeitura), que desfigura bairros inteiros para fazer no lugar de casas pacatas prédios que fazem subir os preços a patamares estratosféricos e assim se oferecem apenas aos endinheirados; prédios que impermeabilizam o solo com suas garagens e aumentam o colapso do sistema hídrico urbano, que chegam a oferecer dez ou mais vagas por apartamento e alimentam o consumo exacerbado do automóvel; que propõem suítes em número desnecessário, o que só aumenta o consumo da água; uma cidade assim está permanentemente se envenenando. Condomínios que se tornaram fortalezas, que se isolam com guaritas e muros eletrificados e matam assim a rua, o sol, o vento, o ambiente, a vizinhança e o convívio social, para alimentar uma falsa sensação de segurança.

Enquanto as grandes cidades do mundo mantêm os shoppings à distância, São Paulo permite que se levante um a cada esquina. Até sua companhia de metrô achou por bem fazer shoppings, em vez de fazer o que deveria. O Shopping Center, em que pese a sempre usada justificativa da criação de empregos, colapsa ainda mais o trânsito, mata o comércio de bairro e aniquila a vitalidade das ruas.

Uma cidade que subordina seu planejamento urbano a decisões movidas pelo dinheiro, em nome do discutível lucro de grandes eventos, como corridas de carro ou a Copa do Mundo, delega as decisões de investimentos urbanos não a quem elegemos, mas a presidentes de clubes, de entidades esportivas internacionais ou ao mercado imobiliário.

Esta é uma cidade onde há tempos não se discute mais democraticamente seu planejamento, impondo-se a toque de caixa políticas caça-níqueis ou populistas, com forte caráter segregador. Uma cidade em que endinheirados ainda podem exigir que não se faça metrô nos seus bairros, em que tecnocratas podem decidir, sem que se saiba o porquê, que o mesmo metrô não deve parar na Cidade Universitária, mesmo que seja uma das maiores do continente.

Mas, acima de tudo, uma cidade que acha normal expulsar seus pobres para sempre mais longe, relegar quase metade de sua população, ou cerca de 4 milhões de pessoas, a uma vida precária e insalubre em favelas, loteamentos clandestinos e cortiços, quando não na rua; uma cidade que dá à problemática da habitação pouca ou nenhuma importância, que não prevê enfrentar tal questão com a prioridade e a escala que ela merece, esta cidade caminha para sua implosão, se é que ela já não começou.

Nenhuma comunidade, nenhuma empresa, nenhum bairro, nenhum comércio, nenhuma escola, nenhuma universidade, nem uma família, ninguém pode sobreviver com dignidade quando todos os parâmetros de uma urbanização minimamente justa, democrática, eficiente e sustentável foram deixados para trás. E que se entenda por “sustentável” menos os prédios “ecológicos” e mais nossa capacidade de garantir para nossos filhos e netos cidades em que todos – ricos e pobres – possam nela viver. Se nossos governantes, de qualquer partido que seja, não atentarem para isso, o que significa enfrentar interesses poderosos, a cidade de São Paulo talvez já possa agendar o dia se deu funeral. Para o azar dos que dela não puderem fugir.

João Sette Whitaker Ferreira, arquiteto-urbanista e economista, é professor da Faculdade de Urbanismo da Universidade de São Paulo e da Universidade Mackenzie.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Evento preparatório para o Rio+20


No próximo sábado, 02/06, o IAB-RS sedia o encontro de discussão e preparação para o Rio +20 "Pagamento por serviços ambientais (PSA) e REEDs no contexto da flexibilização ambiental". A atividade tem início às 9h na Faculdade de Economia  da UFRGS e continua na sede do Instituto a partir das 14h deste dia.

O evento é organizado pelos Amigos da Terra - Brasil, pelo Programa de Pós-Graduação e Desenvolvimento Rural e pela Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Que cidade/sociedade estamos construindo?

Roberto Ghione*

A cidade é a criação mais apaixonante, complexa e contraditória do homem vivendo em sociedade. Ela é um espelho fiel dos valores, ambições, misérias e grandezas dos seus habitantes. A estrutura histórica da cidade permite entender as ideologias dos seus moradores nos diferentes tempos da sua história e a construção da cidade contemporânea será a testemunha pela qual seremos julgados pelas gerações vindouras. Os valores e fetiches de uma sociedade são construídos e representados nos seus edifícios e espaços públicos.

Cidade e sociedade formam uma unidade indissolúvel. A primeira é material e a segunda existencial. Edifícios e espaços públicos/privados constituem a primeira; sistemas de relações e intercâmbio de energia vital dão sentido à segunda. Os valores de uma sociedade refletem-se na imagem da cidade que a contém, ao mesmo tempo em que a estrutura urbana condiciona o comportamento social.

Fragmentada e excludente

A cidade contemporânea, no nosso contexto de país emergente, manifesta as virtudes e os vícios da sua sociedade. Duas características marcam nossas grandes cidades: elas são fragmentadas e excludentes. São fragmentadas no sentido de refletir a própria fragmentação da nossa sociedade em diferentes tipos sociais que se agrupam pelo poder econômico, modos de usar os espaços, adição a determinados gostos e expressões sociais etc. Uma consequência evidente dessa fragmentação são os edifícios e condomínios residenciais autossuficientes e antissociais, plenos de "itens de lazer" promovidos pelo mercado imobiliário, que aglutinam membros de interesses semelhantes. Em nome da segurança, se fecham ao espaço público e resolvem suas necessidades de integração social intramuros. O ponto de contato entre o condomínio e a cidade é o portão, convenientemente vigiado, de entrada e saída de carros, muitos deles de vidros escuros que tornam invisíveis seus moradores aos cidadãos da rua.

A arquitetura desses edifícios e condomínios é o agente de transformação da cidade contemporânea. Muros, cercas, guaritas e portões são os elementos de contato entre a rua e o domínio privado. Sem pontos de encontros sociais, o espaço público torna-se desabitado e perigoso. Em nome da segurança cria-se mais insegurança. Os conceitos de urbanidade e civilidade são questionados pela antissociabilidade destes projetos. A desumanização do espaço público e o predomínio de automóveis que expulsam as pessoas são as marcas de um urbanismo tecnocrático e interesseiro, que transforma as cidades em âmbitos de discórdia e violência e acaba de inaugurar o mais recente problema: a imobilidade urbana.

Jan Gehl (1) em Cities for people, considera que edifícios em altura são contraditórios com a vivência do espaço urbano. Segundo ele, até o quinto andar é possível ter contato com a rua e com a vivência urbana. Esse conceito é contrário ao urbanismo comercial e especulativo da maioria das cidades brasileiras. O individualismo e o hedonismo da nossa sociedade levam a uma valorização inversa: o m² de maior valor é o que mais se afasta da rua e os apartamentos de cobertura estão entre os mais apetecíveis objetos de consumo da nossa sociedade.

A fragmentação, o individualismo e a antissociabilidade desta arquitetura que desfigura a cidade contemporânea tem outra consequência nefasta: ela só é possível com a utilização do automóvel. O espaço público perde sua conotação existencial como lugar de encontro e de relacionamento social, e passa a ser local de passagem em automóvel de uma unidade autossuficiente para outra (do condomínio residencial ao empresarial, deste ao shopping, á academia, etc.). A estrutura urbana reproduz o modelo de zonificação, tão questionado no urbanismo moderno, encaixado numa quadrícula urbana. Os elementos da paisagem urbana (calçadas, mobiliário, arborização etc.) sofrem uma permanente degradação por não existir o natural controle que fornece o uso e apropriação pelos habitantes da cidade.

A paisagem urbana torna-se caótica e imprevista. Os critérios que a definem são abstratos: indicadores de edificação, taxas de ocupação, afastamentos e gabaritos são instrumentos necessários, porém não suficientes para configurar a cidade. Utilizam-se elementos abstratos para definir uma realidade concreta. O resultado é a "cidade de objetos" que caracteriza as urbanizações do último meio século, diferente da "cidade de espaços", que define as estruturações urbanas até a primeira metade do século passado. Os conceitos de design urbano, espacialidade, sociabilidade, integração, inclusão, permeabilidade, qualidade urbana e tantos outros que definem objetivos e premissas das operações de urbanização contemporâneas pelo mundo afora, parecem passarem inadvertidas no Brasil, impactando na sociedade local, que determina seus comportamentos sociais em função do medo e da insegurança. O urbanismo tecnocrático e com visões fragmentadas, questionado durante os últimos 40 anos, continua implementando-se no Brasil e o resultado são cidades sem alma e sociedades mergulhadas no hedonismo, na individualidade e na violência, marcas profundas do mundo subdesenvolvido.

As leis que regulam o desenvolvimento urbano atendem preferentemente a interesses setoriais e individuais e postergam o benefício público. Neste contexto, grupos empresariais utilizam a cidade como mercancia para resolver suas ânsias de lucro, enquanto arquitetos ficam reféns deles projetando arquitetura imobiliária e equipamentos que pouco contribuem com a integração social e a promoção de uso dos espaços da cidade. Tudo isso devidamente enquadrado em leis que pouco priorizam o interesse da comunidade e determinam o predomínio de um modelo convenientemente midiatizado, que privilegia determinados setores e conduzem o restante da sociedade ao caos e à desintegração.

A mistura de usos não está contemplada nas leis de uso e ocupação do solo, nem parece ser conveniente aos interesses de empresários do mercado imobiliário. O edifício residencial de uso exclusivo provoca a degradação e a morte do espaço urbano. Jane Jacobs alertava, já nos anos '50, acerca dessa prática urbanística (2). Ela fomentava a "promiscuidade urbana", a convivência de todos os usos que permitem vivenciar os espaços públicos e integrar seus habitantes. Seu célebre livro "Morte e vida das grandes cidades americanas" foi editado em 1961, mas dá a sensação que suas lições e outras de inúmeros autores ao longo dos últimos 50 anos ainda não foram aprendidas ou não interessam às pessoas que tomam conta do urbanismo das nossas cidades.

A exclusão social é motivo e consequência da fragmentação. Quem não tem condição de pertencer a determinado grupo é excluído. A persistente injustiça social torna-se mais evidente em contextos urbanos excludentes. O simples fato de pertencer a um grupo determinado, nos faz cúmplices das desigualdades e da dor de nossos semelhantes. Os cidadãos mais vulneráveis sentem-se ignorados e humilhados, alimentando a espiral de segregação social e de violência.

A recreação e o lazer encontra no shopping center o local mais representativo do modelo de cidade que estamos gestando. O grupo que o usufrui goza de todos os privilégios da sua condição: encontro social, segurança, status, consumo. Assim como o teatro exibia a sociedade do Século XIX, o shopping exibe a sociedade contemporânea. As outras tribos, as que não podem, vão para o centro da cidade, num ambiente degradado e desvalorizado.

Dos inúmeros problemas da cidade contemporânea, dois são extremamente preocupantes, ao ponto de afetar cotidianamente a todos seus habitantes: segurança e mobilidade. Nas origens de ambos, o tipo "edifício residencial de uso exclusivo" possui grande parte da responsabilidade por fomentar precisamente a antissociabilidade, a antiurbanidade e a anticivilidade e pertencer a um modelo de cidade que precisa do automóvel para resolver todos os requerimentos urbanos dos seus moradores.

Periferias

As periferias das nossas cidades experimentam processos contraditórios. Como extensão da cidade fragmentada e excludente elas abrigam condomínios fechados, verdadeiras cidades dentro da cidade, com rigorosos controles de acesso e leis próprias, onde os moradores constroem o sonho de morar em contato com a natureza domesticada em recuos e quintais de casas e em áreas verdes de domínio dos condôminos. Nestas urbanizações o transporte público não é considerado e o automóvel é o meio de contato com a cidade e complicador da mobilidade urbana.

A outra versão da periferia é a mais triste e conhecida: a ocupação informal de áreas carentes de serviços urbanos adequados, confinando grandes setores da população a uma moradia sem as qualidades urbanas necessárias para fomentar o desenvolvimento de uma sociedade sadia e civilizada. A resposta oficial a esse problema vem dos planos de moradia popular que pouco oferecem ao desenvolvimento social desses grupos. Unidades repetitivas, planejamento burocrático e soluções padronizadas só contribuem com a alienação e a marginalidade, transformando novos bairros em caldo de cultivo de delinquência e violência que afeta à toda sociedade. Sem idéias de cidade e sem aprofundamento nas condições sociais e culturais da habitação popular, perdem-se inúmeras oportunidades de desenvolver uma cidade integrada social e urbanisticamente, intensificando, por outro lado, a fragmentação e a exclusão.

Urbanidade e civilidade são objetivos supremos da atuação na cidade: o estímulo do convívio entre diferentes grupos sociais; a integração e respeito pelas diferenças sociais, políticas e culturais; o predomínio dos valores da ética e da democracia nas grandes decisões que afetam à cidade como bem coletivo são instrumentos essenciais para obter edifícios e espaços urbanos qualificados e que dignifiquem o habitar na cidade. Sem esses princípios, a sociedade caminha para a fragmentação e exclusão, e a cidade para a morte dos seus espaços urbanos.

As diferenças e as desigualdades são próprias da natureza humana e, como tais, são retratadas pelas cidades. Pensar outra coisa é utopia. Mas não custa sonhar e imaginar um mundo melhor, sabendo que sonho e imaginação são os primeiros passos para mudar uma realidade.

Notas
(1) GEHL, Jan, Cities for people, Editora Island Press, 2010
(2) JACOBS, Jane, Morte e vida de grandes cidades, Ed. Martins Fontes, 2009


* Roberto Ghione é arquiteto
www.vprgarquitetura.com.br